O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é reconhecido pela legislação brasileira como uma deficiência para todos os os efeitos legais, conforme prevê a Lei nº 12.764/2012. E esse reconhecimento também traz impactos importantes na área tributária, especialmente no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Muitas famílias ainda desconhecem que pessoas com TEA podem ter benefícios específicos na declaração do Imposto de Renda, principalmente relacionados à restituição, inclusão como dependente e dedução de despesas com educação e tratamento.
Um dos principais pontos é a prioridade na restituição do Imposto de Renda. Pessoas com deficiência entram no grupo prioritário para receber os valores antes dos demais contribuintes. Dentro desse grupo, a ordem segue a data de entrega da declaração: quem transmite primeiro, sem pendências, recebe antes.
Outro benefício importante está relacionado às despesas com instrução. Normalmente, gastos com escola ou faculdade possuem limite anual de dedução no IRPF, atualmente em R$ 3.561,50 por pessoa. Porém, quando se trata de pessoa com deficiência física ou mental, determinadas despesas educacionais podem ser tratadas como despesas médicas, permitindo a dedução integral dos valores pagos, sem aplicação do limite anual.
Para que isso seja possível, alguns requisitos devem ser observados:
• a condição deve estar comprovada por laudo médico;
• os pagamentos precisam ser realizados a instituições especializadas na assistência de pessoas com deficiência física ou mental.
Na prática, isso significa que determinadas escolas especializadas, clínicas ou instituições voltadas ao atendimento de pessoas com TEA podem permitir uma dedução muito mais vantajosa na declaração do Imposto de Renda.
Outro aspecto relevante envolve a inclusão como dependente. Pela regra geral, filhos e enteados podem ser considerados dependentes até os 21 anos de idade, ou até os 24 anos quando estiverem cursando ensino superior ou escola técnica. Entretanto, no caso de dependentes com deficiência, não há limite de idade, desde que a remuneração recebida não ultrapasse os limites previstos na legislação.
Essa possibilidade também pode se estender a irmãos, netos e bisnetos com deficiência, desde que o contribuinte possua guarda judicial e o dependente não tenha arrimo dos pais.
Atualmente, o valor da dedução por dependente corresponde a R$ 189,59 por mês, totalizando R$ 2.275,08 ao ano.
Por outro lado, é importante observar que, caso a pessoa com deficiência exerça atividade remunerada e receba rendimentos acima do limite legal de isenção, poderá ser obrigada a apresentar declaração própria de Imposto de Renda.
Mais do que um benefício tributário, essas regras representam uma forma de reconhecer os custos adicionais enfrentados por muitas famílias que convivem diariamente com o TEA. Por isso, conhecer esses direitos é fundamental para evitar pagamento indevido de imposto e garantir o correto aproveitamento das deduções previstas na legislação.
As regras do IRPF para pessoas com TEA podem impactar deduções, restituição prioritária e inclusão de dependentes na declaração.
Conte com a Econet para interpretar corretamente a legislação e realizar a declaração com mais segurança.
Entre em contato pelos nossos canais oficiais ou fale com a equipe comercial.










