Empresas do Simples Nacional terão de avaliar como recolher IBS e CBS a partir de 2027. A decisão pode afetar créditos tributários, preços, margens e competitividade.
Entenda o que está em jogo e participe da live gratuita no dia 02/09, às 15h, no @canaldaeconet no YouTube, com a presença de dois convidados especiais: Adriano Subirá e Julberto Meira. Referências nacionais em Reforma Tributária.
A Reforma Tributária está levando as empresas do Simples Nacional a uma decisão que vai muito além de escolher uma forma diferente de recolher tributos.
A partir de 2027, será possível permanecer no modelo em que IBS e CBS são recolhidos dentro do Simples Nacional ou optar pela apuração desses dois tributos pelo regime regular.
São os chamados “Simples Nacional Puro e Simples Nacional Híbrido”.
E existe um ponto que torna essa discussão ainda mais urgente: setembro de 2026 será um mês decisivo para essa escolha.
Por isso, empresas, contadores, consultores e profissionais das áreas fiscal e tributária precisam começar a analisar desde já qual cenário faz mais sentido para cada negócio.
Para aprofundar essa discussão, a Econet realizará, no dia 02 de setembro de 2026, uma live especial e gratuita:
As empresas optantes pelo Simples Nacional poderão seguir dois caminhos em relação ao IBS e à CBS.
No modelo que vem sendo chamado de “Simples Puro”, IBS e CBS permanecem dentro do regime favorecido, com o recolhimento realizado por meio do Simples Nacional.
Já no “Simples Híbrido”, a empresa continua enquadrada no Simples Nacional, mas passa a recolher IBS e CBS pelo regime regular.
Essa diferença pode parecer apenas tributária. Porém, seus efeitos alcançam diversas áreas da empresa.
A escolha pode interferir em questões como:
- aproveitamento e transferência de créditos de IBS e CBS;
- formação de preços;
- margem das operações;
- competitividade perante outros fornecedores;
- relacionamento com clientes empresariais;
- estrutura de custos;
- controles fiscais e contábeis;
- fluxo de caixa.
Por isso, não existe uma resposta universal para a pergunta: Puro ou Híbrido, qual é melhor?
A resposta dependerá das características de cada empresa.
Quem é o seu cliente pode fazer diferença
Um dos aspectos que merece atenção especial é o perfil dos clientes atendidos pela empresa.
Negócios predominantemente B2C, que vendem diretamente para o consumidor final, possuem uma dinâmica bastante diferente daqueles que operam no mercado B2B, fornecendo produtos ou serviços para outras empresas.
Isso acontece porque, no novo modelo de tributação do consumo, o aproveitamento de créditos de IBS e CBS passa a ter importância ainda maior nas relações entre empresas.
Para determinados compradores, portanto, não bastará avaliar somente o valor total apresentado na proposta comercial.
O crédito tributário gerado pela aquisição também poderá entrar na conta.
O preço mais baixo nem sempre será o menor custo
Essa mudança pode alterar uma lógica bastante conhecida das negociações empresariais.
Imagine dois fornecedores oferecendo produtos semelhantes.
Um deles apresenta um preço aparentemente menor, mas gera menos créditos tributários para o comprador.
O outro possui um valor total maior na nota, mas permite maior aproveitamento de IBS e CBS.
Para uma empresa que possa utilizar esses créditos, a segunda proposta poderá representar um custo efetivo menor, mesmo que o valor nominal da compra seja superior.
Esse cenário coloca um novo elemento nas discussões comerciais: o chamado preço líquido, considerando os créditos recuperáveis pelo adquirente.
Por isso, especialmente no mercado B2B, a escolha entre Simples Puro e Híbrido poderá deixar de ser exclusivamente uma questão tributária e passar a integrar também a estratégia comercial da empresa.
Mas optar pelo Híbrido não significa automaticamente pagar menos
O potencial de geração de créditos para os clientes é apenas uma parte da análise.
A própria empresa também precisará verificar quais créditos conseguirá aproveitar em suas aquisições.
Estrutura de custos, fornecedores, margem, folha de pagamento, atividade exercida e perfil das operações podem produzir resultados muito diferentes entre empresas aparentemente semelhantes.
Além disso, o regime regular de IBS e CBS tende a exigir controles e procedimentos diferentes daqueles aos quais muitas empresas do Simples estão atualmente acostumadas.
Por esse motivo, escolher o regime apenas comparando alíquotas pode levar a conclusões equivocadas.
Será necessário simular cenários.
Setembro de 2026 coloca a decisão no calendário das empresas
A escolha ganhou ainda mais relevância porque as empresas precisam começar a se preparar para o modelo que será aplicado em 2027.
Isso significa que a análise não deve ficar para o final do ano.
Antes de decidir, será importante responder perguntas como:
- Quanto a empresa recolheria em cada cenário?
- Quanto crédito conseguiria aproveitar nas suas compras?
- Quanto crédito seus clientes receberiam?
- Como cada opção afetaria o preço de venda?
- Qual seria o reflexo sobre a margem?
- Os principais clientes são pessoas físicas ou empresas?
- A empresa possui estrutura operacional para trabalhar com o regime regular de IBS e CBS?
É justamente esse conjunto de variáveis que torna a escolha estratégica.
Econet reúne especialistas para discutir a decisão
Para ajudar empresas e profissionais a compreenderem o que está em jogo, a Econet reunirá especialistas com ampla experiência tributária em uma live especial no dia 02/09, às 15h, no @canaldaeconet no YouTube.
Adriano Subirá
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Presidente do Comitê Tributário Brasileiro, consultor do FMI e professor. Atuou na Receita Federal entre 1993 e 2024 e acompanha diretamente os debates da Reforma Tributária desde 2020, com participação em trabalhos relacionados ao Confaz, NFS-e Nacional, Ministério da Fazenda e discussões dos projetos de regulamentação no Congresso Nacional. Também foi representante da Receita Federal na Cotepe/ICMS, secretário-executivo do Comitê Gestor da NFS-e Nacional e exerceu funções nas áreas de fiscalização, arrecadação e relações institucionais. É Mestre em Administração Tributária pelo IRF/UNED, em Madrid, e doutorando em Administração Pública pelo ISCSP, da Universidade de Lisboa. |
Julberto Meira
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Mestre em Direito Empresarial pelo Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA) e pós-graduado em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos (IBEJ) e pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP). Possui ampla experiência em advocacia, consultoria e docência e é autor e colaborador de diversas obras relacionadas ao Direito Tributário e Empresarial. |
Juliano Garrett
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Doutorando em Controladoria, Finanças e Tecnologias de Gestão (MACKENZIE), Mestre em Agronegócios (UFRGS), responsável pelos cursos de pós-graduação na Econet Educacional e diretor de consultoria e redação da Econet. Juliano participará como co-host da live, conduzindo o debate ao lado dos convidados. |
Wagner Gonzales
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Administrador e Consultor Fiscal, graduado em Administração de Empresas pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e com especialização em impostos indiretos pela ISAE/FGV. Possui experiência nas áreas administrativa e fiscal de grandes empresas de telecomunicação e comunicação e atualmente é Coordenador de Consultoria Fiscal da Econet. Wagner será o host do encontro. |
O que será discutido na live?
O encontro vai aprofundar questões fundamentais para quem precisa se preparar para 2027, incluindo:
- como funcionam o Simples Nacional Puro e o Híbrido;
- quais empresas precisam prestar mais atenção à escolha;
- impactos da decisão sobre IBS e CBS;
- geração e aproveitamento de créditos;
- diferenças entre operações B2B e B2C;
- efeitos sobre precificação e margem;
- o novo peso do preço líquido nas negociações B2B;
- cuidados com fluxo de caixa;
- critérios que precisam entrar nas simulações antes da escolha.
Mais do que apresentar os dois regimes, o objetivo será mostrar quais informações precisam ser analisadas para que a decisão seja tomada de forma fundamentada.
- Data: 02 de setembro de 2026
- Horário: 15h
- Onde: No @CanaldaEconet no Youtube
Além de acompanhar o debate com os especialistas, os inscritos também poderão participar de sorteios da Econet Educacional. Basta se inscrever no link abaixo.









