O Novo Processo de Importação já exige ação imediata das empresas: a Declaração Única de Importação (DUIMP) é obrigatória para diversas operações, enquanto o desligamento da Declaração de Importação (DI) continua de forma faseada. Para se preparar, o importador deve confirmar o enquadramento de cada operação no simulador oficial, manter cadastros e documentos consistentes, acompanhar os eventos da declaração e integrar as informações aduaneiras às rotinas fiscal, contábil, logística e financeira.
O que já mudou no Novo Processo de Importação em 2026
O Portal Único Siscomex informou, em página atualizada em 3 de julho de 2026, que a última fase do cronograma de ligamento da DUIMP estava prevista para 6 de julho de 2026 e que as demais operações já se encontravam disponíveis por monitoramento, LPCO ou DUIMP no Novo Processo de Importação. Consulte o cronograma de ligamento da DUIMP.
Essa disponibilidade ampla, porém, não significa que toda importação deva abandonar a DI na mesma data. A Portaria Coana nº 165/2024 estabeleceu a utilização obrigatória da DUIMP por etapas, e o cronograma de desligamento da DI diferencia as operações conforme características como modal, tratamento administrativo e situação específica. O simulador oficial ainda indica, por exemplo, desligamento em 31 de agosto de 2026 para determinada hipótese de mercadoria a granel no modal marítimo.
A orientação prática é simples: antes de registrar LI, DI, LPCO ou DUIMP, consulte o Simulador de Desligamento da DI. Quando a DUIMP já for obrigatória, o registro indevido de LI ou DI pode impedir o prosseguimento da operação e gerar atrasos e custos adicionais.
O que é a DUIMP e por que ela muda a rotina do importador
A DUIMP é a declaração estruturante do Novo Processo de Importação no Portal Único Siscomex. Ela reúne informações da operação e se conecta a módulos como Catálogo de Produtos, LPCO, controle de carga, controle administrativo, anexação de documentos, consulta, retificação e cancelamento. A Receita Federal também disponibiliza orientação sobre extrato e integração por API no Manual da DUIMP.
O Catálogo de Produtos é obrigatório nas importações por DUIMP. É nele que ficam cadastrados os produtos, os produtores ou fabricantes estrangeiros e os exportadores estrangeiros utilizados na declaração e no LPCO. O cadastro pode ser feito durante a elaboração pela tela, mas a própria Receita alerta que isso torna o processo menos ágil; para operações recorrentes ou com grande variedade de mercadorias, a gestão prévia e a integração por webservice ganham relevância.
Para compreender a transição de forma mais ampla, vale consultar o conteúdo da Econet sobre Reforma Tributária e o Novo Processo de Importação, que relaciona DUIMP, Catálogo de Produtos, LPCO e os novos controles tributários.
O que muda na prática para a empresa
| Mudança | Impacto operacional | Ação recomendada |
| Desligamento gradual da DI | O documento correto depende do enquadramento específico da operação. | Consultar o simulador antes de iniciar o licenciamento ou a declaração. |
| Catálogo de Produtos obrigatório | Dados de produto e operador estrangeiro alimentam DUIMP e LPCO. | Governar cadastros, versões, atributos e responsáveis antes do embarque. |
| Tratamento administrativo via LPCO | Licenças e exigências passam a integrar o fluxo do Portal Único. | Verificar tratamento administrativo, órgão anuente, validade e vinculações. |
| Dados estruturados por item | Classificação, descrição, atributos, valores e tributos exigem consistência. | Conciliar documentação comercial, NCM, catálogo e parametrização fiscal. |
| Acompanhamento por eventos | Mudanças de situação podem exigir resposta rápida das equipes. | Configurar monitoramento, responsáveis, alertas e trilha de providências. |
| Integração de sistemas | Consultas manuais e digitação repetida elevam o risco de divergência. | Conectar a gestão aduaneira ao ERP, fiscal, contábil e financeiro quando viável. |
Por que informações básicas não são suficientes
Uma consulta pontual à situação da declaração pode não mostrar tudo o que a equipe precisa para administrar a operação. A rotina exige visão consolidada dos dados da DUIMP, histórico de eventos, documentos, itens, custos, tributos, responsáveis e pendências. Sem essa visão, diferentes áreas podem trabalhar com versões distintas da mesma importação.
O próprio Portal Único permite consultar a declaração e gerar um extrato simplificado da DUIMP em PDF. Para a gestão interna, entretanto, a empresa pode precisar de extração em outros formatos, consolidação de várias DUIMPs, alertas automáticos, rateio por item e integração com sistemas corporativos. É nesse espaço que ferramentas complementares podem reduzir consultas repetitivas e retrabalho, sem substituir os registros oficiais.
Sete controles essenciais para uma operação preparada
1. Confirmar o documento correto. Use o simulador oficial antes de cada registro relevante. Não presuma que a regra aplicada a uma NCM, modal ou regime vale automaticamente para outra operação.
2. Governar o Catálogo de Produtos. Defina responsáveis, padrão de descrição, validação de atributos, gestão de versões e procedimento para produtores, fabricantes e exportadores estrangeiros.
3. Validar o tratamento administrativo. Confira se há LPCO, órgão anuente, fundamento legal, validade, quantidade, saldo e forma de vinculação com a DUIMP.
4. Conferir documentos comerciais e de transporte. Fatura comercial, packing list, conhecimento de carga, certificado de origem e outros documentos devem conversar com os dados declarados. A Econet detalha os principais documentos do despacho de importação.
5. Monitorar situação e eventos. Distribua responsabilidades para exigências, retificações, anexações, licenças, pagamento, desembaraço e demais marcos da operação.
6. Conciliar itens, custos e tributos. Mantenha rastreabilidade entre a DUIMP, os documentos, a nota fiscal de entrada e os lançamentos financeiros e contábeis. Em 2026, a parametrização tributária também demanda atenção aos códigos aplicáveis; veja as orientações sobre cClassTrib nas importações.
7. Preservar evidências e integrar dados. Guarde versões, arquivos, registros de providências e responsáveis. Quando o volume justificar, utilize APIs e integrações para reduzir a transcrição manual.
Como o EcoImportação apoia essa gestão
O EcoImportação, solução apresentada pela Econet para o Novo Processo de Importação, funciona como uma camada complementar de gestão das DUIMPs. A proposta é concentrar informações operacionais, facilitar o acompanhamento e disponibilizar dados em formatos úteis para outras áreas da empresa.
| Recurso apresentado | Aplicação na rotina |
| DUIMPs em um só lugar | Centraliza a visualização das declarações e reduz a dispersão de informações. |
| Acompanhamento em tempo real | Ajuda a acompanhar alterações de situação e o andamento operacional. |
| Notificações automáticas | Apoia a resposta tempestiva a eventos e pendências definidos no fluxo. |
| DUIMP completa | Amplia o acesso aos dados relevantes da declaração para análise e conferência. |
| Exportação em PDF, XML e JSON | Facilita compartilhamento, guarda, tratamento de dados e integração com outras rotinas. |
| Itens, custos e tributos rateados | Apoia a conciliação da operação por item e a preparação das etapas fiscais e financeiras. |
| Integrações por API | Permite conectar dados da importação a sistemas corporativos, conforme a arquitetura adotada. |
Atenção O EcoImportação não substitui o Portal Único Siscomex, o simulador oficial, as validações dos órgãos anuentes nem a análise aduaneira e tributária da empresa. A ferramenta deve ser utilizada como apoio à gestão, à rastreabilidade e à integração dos dados.
Mapa de riscos e controles
| Risco | Possível consequência | Controle preventivo |
| Usar DI quando a DUIMP já é obrigatória | Impossibilidade de registro, atraso e aumento de custos. | Consultar simulador e cronograma antes da operação. |
| Catálogo incompleto ou divergente | Retrabalho, retificação e inconsistência na declaração. | Validar cadastro, atributos e operador estrangeiro. |
| LPCO ausente, vencido ou incompatível | Exigência ou impedimento no tratamento administrativo. | Monitorar validade, saldo, órgão anuente e vinculação. |
| Dados diferentes entre documentos e DUIMP | Questionamentos, retificações e falhas de conciliação. | Aplicar conferência cruzada por item antes do registro. |
| Falta de alerta e responsável definido | Perda de prazo interno e resposta tardia a eventos. | Criar matriz de responsabilidades e notificações. |
| Rateio ou integração sem validação | Lançamentos fiscais, contábeis ou financeiros incorretos. | Reconciliar dados de origem, regras internas e resultado processado. |
Checklist de prontidão para a DUIMP
A equipe consulta o simulador oficial antes de definir DI, LI, LPCO ou DUIMP.
• O Catálogo de Produtos possui responsável, padrão de cadastro e rotina de revisão.
• Produtos, atributos e operadores estrangeiros foram validados antes da elaboração.
• O tratamento administrativo e os LPCOs aplicáveis estão mapeados.
• Documentos comerciais, logísticos e aduaneiros são conferidos por item.
• Eventos e mudanças de situação possuem alertas e responsáveis definidos.
• Custos e tributos são conciliados com a DUIMP e com a nota fiscal de entrada.
• As áreas de Comex, fiscal, contábil, financeiro, logística e TI utilizam a mesma base de dados.
• Arquivos, versões e evidências ficam armazenados com rastreabilidade.
• A empresa possui plano de contingência para instabilidade ou mudança no cronograma oficial.
Perguntas frequentes sobre DUIMP e EcoImportação
A DUIMP já é obrigatória para toda importação?
Não. Ela já é obrigatória para diversas operações, mas o desligamento da DI continua segmentado. O importador deve conferir o enquadramento no simulador oficial antes do registro.
A DI ainda pode ser utilizada?
Sim, nas operações em que o cronograma ainda permite ou nas situações que permaneçam fora da disponibilidade aplicável da DUIMP. Usar DI após o desligamento correspondente pode impedir o registro.
Como saber a data correta para a minha operação?
Informe os parâmetros da operação no Simulador de Desligamento da DI e acompanhe as notícias e os cronogramas do Portal Único Siscomex, pois o planejamento pode receber ajustes.
Por que o Catálogo de Produtos deve ser preparado antes?
Porque a DUIMP obtém os dados dos produtos diretamente do catálogo. O cadastro durante a elaboração é possível pela tela, mas tende a tornar o processo menos ágil e aumenta a pressão operacional.
O EcoImportação substitui o Siscomex?
Não. Ele complementa o processo oficial com centralização, acompanhamento, notificações, exportação de dados, rateio e integrações. Registros, licenças e validações continuam nos ambientes e procedimentos competentes.
Quais áreas devem participar da implantação?
Comércio exterior, fiscal, contábil, financeiro, logística, compras, cadastro, tecnologia da informação e, conforme a operação, jurídico e compliance. A DUIMP exige coerência entre dados que antes podiam ficar dispersos.
Qual é o principal ganho de uma gestão integrada?
Reduzir consultas repetitivas e retrabalho, aumentar a rastreabilidade e permitir que as áreas atuem sobre a mesma versão dos dados. O resultado depende da qualidade dos cadastros, das regras internas e da governança adotada.
Como o importador deve agir agora
A preparação para o Novo Processo de Importação começa pela regra oficial aplicável a cada operação. Confirme o documento correto, organize Catálogo de Produtos e LPCO, revise a qualidade dos dados, conecte as áreas responsáveis e estabeleça monitoramento contínuo. A transição para a DUIMP não é apenas uma troca de tela: ela exige governança de informação desde o planejamento da compra até a conciliação fiscal, contábil e financeira.
Para aprofundar os impactos tributários e operacionais, consulte também a análise da Econet sobre DUIMP e Reforma Tributária no comércio exterior em 2026.
Quer visualizar suas DUIMPs em um só lugar e acompanhar a operação com mais controle? Fale com a Econet pelo WhatsApp e solicite uma demonstração do EcoImportação.
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